O que dizem os participantes
Depoimentos de pessoas que passaram pelos programas da Bem-te-vi — na voz delas, sobre o que mudou e o que ficou igual.
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Relatos de participantes de diferentes programas, com nomes e bairros de Belo Horizonte.
Fiz o curso esperando aprender a cortar gastos. O que aconteceu foi diferente: descobri onde o dinheiro estava indo de fato, e isso foi mais útil do que qualquer lista de economias. A planilha que a gente montou juntos eu ainda uso, três meses depois.
Eu achei que ia ser uma hora de burocracia. Não foi. Ficamos duas horas olhando para o meu extrato e o Rafael foi apontando coisas que eu nunca tinha reparado — tarifas, configurações de Pix que estavam no padrão do banco, não no meu. O checklist que ele entregou eu levei direto para a agência.
Tenho 52 anos e nunca consegui manter um orçamento por mais de dois meses. O que mudou com o programa anual foi ter alguém para prestar contas a cada três meses. Não é pressão — é só o fato de saber que tem uma reunião que me faz manter a planilha em dia. A visita de documentos foi uma surpresa boa.
O que mais gostei foi do foco nos gastos irregulares. Todo curso que fiz antes falava em receita menos despesas fixas, e pronto. Aqui a gente passou tempo real olhando para o IPVA, a matrícula da faculdade da minha filha, aquela consulta médica que aparece toda vez que não tem espaço no orçamento. Valeu bem os R$ 315.
Meu marido participou de uma sessão junto comigo — está incluso no programa. Isso fez uma diferença enorme. A gente nunca tinha sentado junto para olhar as finanças de forma organizada. Ter uma terceira pessoa mediando tornou a conversa mais fácil do que seria entre nós dois.
Paguei R$ 138 e economizei mais que o dobro disso só com os ajustes que fiz no pacote do banco naquele mesmo mês. Não é que a sessão seja barata — é que ela é objetiva. Você sai sabendo exatamente o que fazer. A parte de Pix eu precisei de um segundo e-mail para entender, mas o Rafael respondeu sem problema.
Em números
Relatos detalhados
Três histórias com mais detalhes sobre o que motivou a procura, o que foi feito e o que mudou.
Dez anos pagando tarifas que não usava
A cliente tinha conta em um banco há 12 anos. O pacote foi contratado quando ela trabalhava em outra empresa e tinha outras necessidades. Com o tempo, acumulou serviços que não usava e parou de acompanhar o extrato com atenção.
Na sessão, levantamos cada item do pacote e comparamos com o uso real dos últimos três meses. Identificamos dois serviços sem uso há mais de um ano e uma tarifa de transferência que havia sido incluída sem aviso na renovação.
Com os ajustes feitos na agência na semana seguinte, a conta mensal caiu R$ 54. Em doze meses, isso representa mais de R$ 640 — quase cinco sessões pagas. A cliente levou o checklist impresso para a agência e resolveu tudo em uma visita.
"Eu sabia que estava pagando caro, mas não sabia exatamente o quê. Precisava de alguém para sentar e apontar." — R.C., 48 anos, Lourdes
O orçamento que não fechava no fim do ano
Um casal de 50 e 47 anos controlava bem as despesas mensais, mas todo fim de ano ficavam no vermelho. A conta nunca batia, mesmo com renda estável. Desconfiavam de gastos com os filhos adultos — um ainda na faculdade.
No curso, mapeamos os gastos irregulares de doze meses: matrícula semestral, IPVA de dois veículos, revisão de carro, plano odontológico que vencia em outubro e três aniversários de família com festa. Esses itens representavam quase R$ 8.000 anuais sem espaço no orçamento mensal.
A solução foi criar uma conta poupança para gastos anuais previsíveis, depositando mensalmente um décimo-segundo do valor total previsto. No retorno em grupo três meses depois, relataram que pela primeira vez o orçamento do semestre havia fechado positivo.
"A gente sabia o que ganhava e o que gastava no dia a dia. O problema era o que aparecia nas épocas erradas." — M.A., 50 anos, Serra
Muitas frentes abertas, difícil saber por onde começar
Uma cliente de 54 anos tinha um apartamento para reformar, a filha adulta mudando de cidade, um plano de saúde sendo negociado e documentos de uma herança ainda por regularizar. Cada assunto era urgente; nenhum avançava.
No início do programa, priorizamos as questões por impacto financeiro. A herança vinha primeiro porque havia prazo legal; a reforma ficou para o segundo trimestre. A visita de organização de documentos no terceiro mês identificou papéis relevantes que a cliente não sabia que tinha.
Ao final dos doze meses, a herança estava regularizada, a reforma tinha orçamento definido para o ano seguinte e o plano de saúde havia sido renegociado com cobertura maior e custo menor. A cliente contratou o programa pela segunda vez.
"Eu precisava de alguém para me ajudar a colocar as coisas em ordem, não de mais uma lista do que eu devia fazer." — S.F., 54 anos, Funcionários
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